O mundo tem passado por bruscas mudanças em vários setores e áreas do conhecimento, e, sem dúvida, a tecnologia é uma das grandes propulsoras de tudo isso. Diante de um cenário cada vez mais “digital”, parece haver uma espécie de ausência da dimensão humana nas relações como um todo, em contextos cada vez mais carentes de pessoas com domínio das chamadas soft skills.
O conceito de soft skills popularizou-se, principalmente, a partir de Daniel Goleman, em sua obra "Inteligência Emocional" (1995), ao defender que a inteligência técnica não era suficiente para o sucesso profissional: era necessária, além dela, a inteligência emocional.
A inteligência técnica relaciona-se às hard skills, ou seja, às habilidades técnicas- osconhecimentos técnicos adquiridos e comprovados por diplomas, cursos e pelo domínio de ferramentas específicas, como de um software ou de uma linguagem de programação. Já a inteligência emocional refere-se às soft skills, isto é, às competências comportamentais e subjetivas, como empatia, comunicação e resiliência.
Então, a partir das afirmações de Goleman, já não se valoriza o conhecimento adquirido para as ações do construir, fabricar, ensinar, dirigir, cozinhar, limpar, operar, advogar? O conhecimento técnico já não é mais valorizado pelo mundo corporativo? Não é bem assim...
A formação acadêmica e tudo o que remete ao conhecimento são importantes, mas, hoje, já não bastam: há máquinas operando por nós! Nesse contexto, torna-se cada vez mais valioso um profissional que consegue manter uma boa interação com seus pares, que saiba trabalhar em equipe e controlar suas emoções - e isso vai além de qualquer área de trabalho ou profissão.
São as soft skills que influenciam o modo como agimos e reagimos diante das diversas situações, podendo tornar o ambiente de trabalho mais leve- ou não! E, assim como um estudo acadêmico ou técnico-profissional, elas também podem ser aprendidas e desenvolvidas.
Para isso, é necessário, inicialmente, o autoconhecimento, que nos ajuda a reconhecer fragilidades e potencialidades e a investir naquela (s) que escolhermos aperfeiçoar. Olhar para a nossa inteligência emocional é cuidar de nós mesmos e termos a consciência de que a nossa presença ponderada poderá fazer a diferença onde estivermos, principalmente em um ambiente colaborativo tão diverso e desafiador.
As máquinas não têm emoção, mesmo que cantem, declamem poemas e produzam belíssimas canções de amor... Precisamos delas, mas sob nosso comando e com a nossa pitada humana de bom-senso- mesmo que falho, por vezes, mas humano...
Profa. Ma. Alessandra Manoel Porto – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Docente Fatec Jales – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
