Desde o dia11/6/26 estamos acompanhando um dos maiores eventos do esporte mundial: a Copa do Mundo que, nesta edição, reuniu 48 países (alguns deles, até “desconhecidos” por muitos de nós). Um evento que mexeu, literalmente, com o mundo e, em particular, como nosso país. Impactos no setor público, privado, religioso e até político. Um espetáculo futebolístico que revelou, sobretudo, novas identidades.
Decretos alinharam horários para que o setor público pudesse se organizar para que se assistisse aos jogos do Brasil fora dos ambientes de trabalho (exceto os considerados de primeira necessidade) – essa matéria foi até criticada pela jornalista Sabina Simonato da TV Globo, que rendeu manifestação dos telespectadores levando a profissional a se desculpar publicamente (ela disse que a escola deveria segurar os alunos e não haver dispensa de ninguém).
O setor privado também fez seus ajustes, mas o ramo alimentício viu uma oportunidade de se ganhar dinheiro: levaram os clientes para os telões dentro dos ambientes decorados e com cardápios bem especais. Alguns, inclusive, ofereceram kits deliveries para que a família pudesse acompanhar os jogos em casa, mas com uma gastronomia especial e dentro do bolso de cada um.
Mas não parou por aí: debates aquecidos divergiam opiniões sobre os horários dos cultos quando eles coincidiram com os jogos do Brasil. Faltar do culto, uma vezinha só e clamar o perdão ou deixar tudo, ir para a igreja e ficar em dia com a fé! E a disputa online foi fervora com juiz, bandeirinha e até VAR!
E vamos adiante: aqui, o presidente deu uma invocada com o Neymar, indiretamente, durante uma interação com uma criança e os internautas entraram em ação novamente: de um lado, os neymarianos e neymarzetes; de outro, os defensores de Lula e os contra Neymar. Entretanto, não foi só no Brasil: o Trump, presidente americano, também quis interferir no cartão vermelho dado ao jogador estadunidense – o que houve não sabemos, mas o cartão fora anulado!
Enfim, novas identidades surgiram, até mesmo no perfil organizador da FIFA: tudo milimetricamente mensurado, passado pelo crivo da tecnologia; países não famosos pelo futebol deixaram suas marcas; jogadores que trouxeram carisma para os jogos e deixaram o mundo torcendo por eles... E vamos nos lembrar do Vozinha, do Haaland (com seus longos cabelos e as remadas vikings)...
Após a eliminação do Brasil nas oitavas de final, muitos afirmaram a copa ter acabado – há, sem dúvida, um espírito patriota; outros, que o nosso time não deu o “sangue” e por isso torceriam para outras seleções (menos a Argentina, grande parte acena – kkkk), mas domingo ela estará na final! E aí: Espanha ou Argentina?
Prof. Me. Alessandra Manoel Porto – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Docente Fatec Jales – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
